A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 25/03/2021
Ao longo da história, houve diversos indivíduos dispostos a ajudar outros em troca de nada. Mahatma Ghandi, por exemplo, inspirou gerações com suas campanhas contra a pobreza e greves de fome. Apesar disso, observa-se que ações voluntárias e altruístas no Brasil estão diminuindo a cada ano. Isso se dá por uma crescente falta de empatia dos brasileiros e ainda por um falta de confiança nas instituições voluntárias.
Em primeiro lugar, a incapacidade de se projetar em outra pessoa leva os brasileiros a não se importarem com as dificuldades ao seu redor. Um cidadão antipático tende a não praticar sua cidadania, não se importando com os direitos de outros e os deveres próprios. Portanto, pessoas que crescem carentes de empatia não terão a solidariedade característica que o trabalho voluntário requer.
Em segundo lugar, já houve escândalos em organizações voluntárias respeitadas em âmbito nacional e internacional. Por exemplo, em 2018 foi revelado que diversos episódios envolvendo assédios verbais e sexuais aconteceram na ONG “One Campaign”, co-fundada pelo vocalista Bono Vox de U2. Por isso, não é implausível que candidatos ao trabalho voluntário relutem em entrar em diversas instituições devido à incerteza acerca do que seus esforços realmente alcançarão.
Dessa forma, percebe-se a necessidade de combater a recente desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Para isso, é aconselhável que o Ministério da Educação promova oportunidades para que os estudantes tenham contato com organizações voluntárias locais desde a tenra idade. Essa experiência equipará os futuros cidadãos com disposição, empatia e confiança para praticar o trabalho voluntário, revertendo o quadro atual.