A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 26/03/2021
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à desvalorização do trabalho voluntário. Com efeito, para que essa problemática não se perpetue, há de se combater a falta de incentivos do Estado e o descaso da população com o próximo. É relevante abordar, primeiramente, que é responsabilidade do governo garantir uma qualidade de vida adequada para toda a população do Brasil, como está presente na Constituição Federal de 1988. Nessa lógica, entretanto, apesar de ser um direito dos cidadãos, os governantes não prestam a devida assistência ao povo, fazendo com que muitos dependam de ações sociais, organizadas por voluntários. Logo, percebe-se a importância da existência desse ofício e de como esse deve ser valorizado. Outrossim, é relevante ressaltar que o voluntariado fortalece o espaço público, a solidariedade e o sentimento de pertencimento de quem participa com a comunidade na qual está integrado. Desse modo, para comprovar essa ideia, pode-se citar o filme Amor Sem Fronteiras, na qual a personagem Sarah Jordan dedica-se a trabalhos humanitários em países da África, de modo a arrecadar comidas e medicamentos, o que salva a vida de diversas pessoas. Visto isso, é claro que atitudes como a de Sarah colaboram para transformação do mundo em um lugar melhor. Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater a desvalorização do trabalho voluntário na federação brasileira. Para isso, o Estado deve investir em projetos, que direcionem a distribuição de doações da maneira correta, através da realização de fiscalizações. Além disso, o Ministério da Cidadania deve realizar campanhas, que estimulem as pessoas a prestar ajuda aos necessitados. Assim, o Brasil poderá romper com o Mito da Caverna e se tornar um país mais solidário.