A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 23/03/2021

Boas ações são valorizadas no mundo inteiro, sobretudo com o apoio de algumas religiosões. A Bíblia diz que “Uma boa obra não é só aquela que tem aprovação social, porque isso os pecadores também fazem . A boa obra é aquela proveniente da fé, o princípio que nos leva a praticar boas ações”, um dos pilares do Islamismo é a Caridade, doação de dinheiro aos necessitados, e, para os budistas, boas ações irão ajudá-los a ter uma vida melhor em sua próxima encarnação. Apesar disso, o trabalho voluntário, uma ação simples, é extremamente desvalorizado no Brasil, um país extremamente povoado, onde o número de crentes de tais religiões que seguiriam tais príncipios supostamente é grande.

O trabalho voluntário é muito antigo no Brasil, ligado à colonização e às Santas Casas de Misericórdia, instiuições da Igreja Católica que assistiam os enfermos, regulamentado, entretanto, há duas décadas. Ainda existem muitas organizações religiosas que se dedicam ao trabalho voluntário, mas ultrapassado por ONGs. O alto número de cristãos que realizam tais ações pode ser explicado pela religião, a qual diz que boas ações provenientes da fé ajudarão aquele que os fizerem a subirem aos céus.

Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, apenas 4,3% dos brasileiros realizaram algum tipo de trabalho voluntário, com a maioria sendo mulheres e pessoas acima de 50 anos. Em 2020, porém, devido à pandemia, com base em levantamentos da Atados, houve um aumento de homens e pessoas entre 18 e 24 anos realizando trabalhos voluntários. A razão mais provável para este fenômeno é o aumento de preocupação e incômodo perante o caos que assola o Brasil.

Cabe aos pais e, acima deles, as escolas, conscientizarem os jovens e crianças a respeito do trabalho voluntário, por meio de, para estes, projetos e possíveis palestras e, para esses, dando simples exemplos, como contribuir com doações de peças de roupa e objetos não mais usados para institutos de valorização à vida, por exemplo. Todo saber é vão, exceto quando há trabalho, e todo trabalho é vazio, exceto quando há amor.