A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 26/03/2021
No filme “Coach Carter”, Carter destaca para seus jogadores a importância de serem ativos na sociedade como bons cidadãos por meio de diversas ações, sendo uma delas a realização de trabalho voluntário. No Brasil, este tipo de atividade sofre uma grande depreciação por conta das desigualdades sociais e da falta de incentivo do Governo. Logo, faz-se necessária uma análise de tais fatores a fim de solucionar esta problemática.
A princípio, a disparidade social impede que as pessoas mais humildes participem de atos humanitários. Segundo o IBGE, em 2019, o número de pobres no país constava cerca de 25% da população total, vivendo com 440 reais por mês. Em um país com economia atualmente fragilizada, torna-se improvável para o povo nessa condição reunir tempo e recursos, já que precisam batalhar diariamente para sobreviver, sendo muitas das vezes sem o mínimo auxílio do Estado.
Paralelamente, pode-se perceber o fato de que o Governo brasileiro não tem tais atividades como fundamentais, diferentemente de outros como, por exemplo, o americano. Segundo Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, logo uma população que não tem enraizado em sua base o pensamento altruísta não teria como prioridade realizar ações voluntárias. Isto ocorre por conta do plano educacional da maioria das escolas do país, estas que não incluem o trabalho e cumprimento do humanitarismo, fazendo com que o povo seja adepto a um enfoque individualista em suas vidas.
Tendo em vista tais problemas, percebe-se necessária uma colaboração do Governo Federal com o Ministério da Educação para levar palestras e especialistas às escolas, visando a conscientização sobre a importância do trabalho voluntário. Além disso, poderiam também atribuir horas obrigatórias destas ações, designadas por renda para que se possa ter um envolvimento eficiente, e, por fim, a criação de bons cidadãos que tanto falava o Coach Carter.