A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 24/03/2021

Segundo o filósofo Richard Rorty “Se podemos contar uns com os outros, não precisamos depender de mais nada”. Sob essa óptica, tem-se a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil como um problema vigente, no qual as pessoas não ajudam expressivamente os necessitados. Nesse contexto, os motivos para a falta de ações sociais se dão pela ausência de conhecimento acerca de como se pode ajudar e disseminação de propagandas incentivadoras. É possível concluir, portanto, que o governo deve valorizar o voluntarismo a fim de promover uma sociedade mais justa.

Primordialmente, convém pontuar que mesmo sendo de suma importância as pessoas ainda não sabem como agir. Nesse sentido, a problemática se concentra na alegação da falta de tempo por 40% dos brasileiros e 12% não sabe em qual locar poderá obter informações a respeito do assunto, de acordo com estudo publicado pelo g1, para atuar como voluntários. Nessa perspectiva, a sociedade carece de conhecimento sobre como ajudar e as maneiras de se esquivar da escassez de tempo, por isso, faz-se necessário que o governo invista na proliferação de tais informações, para que mais indivíduos necessitados sejam alcançados.

Paralelo a isso, vale ressaltar que os incentivos ao voluntarismo são precários e ineficientes. Dessa forma, cabe citar a fala de Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” que de maneira análoga, tem-se a carência de incentivos por parte do governo, aos cidadãos para realizarem ações voluntárias que mudariam positivamente a vida de milhares de pessoas. Em razão, disso deve-se mudar o cenário atual, no qual não há relevante incentivo por meio de propagandas em escolar ou meios de comunicação, para a questão da ação voluntária.

Em resumo, é imperativo que o Estado brasileiro valorize o voluntarismo. Diante disso, cabe ao Ministério da Economia aliado às ONGs, desenvolver projetos que mostrarão as maneiras de doação que o cidadão pode fazer a distância para doar, através de depósitos a uma conta do governo; além de fazer uma propaganda de circulação nacional que mostrará os lados positivos das ações voluntárias, como ganhar pontos no currículo e ajudar o próximo a sair de uma situação desagradável. Logo, ter-se-á uma sociedade que se ajudará mutuamente e que lutará contra as desigualdades, fazendo alusão a Rorty e Mandela.