A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 26/03/2021

O aviador Antoine de Saint-Exupéry, autor da obra “O Pequeno Príncipe”, afirmou que “a verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca”. A partir do conceito de solidariedade, insere-se a temática do voluntariado, prática considerada escassa no território brasileiro, levando em conta a falta de incentivo para tal ato e a ausência de estímulo para a formação de caráter empático desde a infância.

Primeiramente, tendo em vista a ideia de consciência coletiva apresentada pelo sociólogo Durkheim, é compreendido que a sociedade interfere na formação do indivíduo, sendo a cultura transmitida através das interações sociais. Assim, diz-se que a precariedade da motivação para o humanitarismo no Brasil é resultado de fatores como a pouquidade de circulação de ideias que visem ajudar em causas sociais, e a estrutura social baseada no capitalismo, que busca apenas o lucro monetário a partir do trabalho.

Em segundo plano, é importante apresentar a empatia como uma das mais nobres características humanas, a qual é fundamental para a caridade. Ser empata implica em colocar-se no lugar do próximo e, como a maioria dos atributos de uma pessoa, é moldada, também, considerando o apotegma do filósofo Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, a partir da instrução. Como exemplo, a falta de empatia geraria uma postura egoísta, não acarretando em grande vínculo com trabalhos voluntários, os quais exigem atitude altruísta.

Em suma, é notória a necessidade de maior fomentação por parte de programas governamentais e veículos de mídia para a filantropia. É imprescindível que projetos como o Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado, criado no ano de 2019 pelo governo federal, desenvolvam sua atuação e que outros meios de comunicação, como exibições em televisões e propagandas sejam feitas, a fim de garantir alcance maior de pessoas sendo encorajadas a participarem de núcleos filantrópicos.