A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Eduardo Galeone afirma “Eu não acredito em caridade. Eu acredito em solidariedade. Caridade é tão vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade é horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro. A maioria de nós tem muito o que aprender com as outras pessoas". Esta afirmação faz jus a maioria das motivações que levam a pessoas a fazer trabalho voluntário.

No Brasil 7,2 milhões de pessoas realizam o trabalho voluntário, segundo o Instituto brasileiro de geografia e Estatísticas (IBGE). Dessas 7,2 indivíduos, 95% são escolarizados e os 5 % restantes são de nível escolar inferior. Significando uma problemática que interfere em diversas áreas da população. Através desses dados podemos observar que aqueles que possuem uma escolaridade superior, tem uma visão que consegue enxergar as necessidades e dificuldades que pessoas, com níveis de escolaridade inferior ou por falta de oportunidades ou porque não aproveitaram, passam.

Mas muitas pessoas não conseguem enxergar o trabalho voluntário como trabalho realmente. Isso ocorre por diversos fatores como ignorância, individualismo ou até mesmo empatia. O Brasil é um país que possui diversos elementos que contribuem para essa tal desvalorização, o que acaba dificultando o mínimo de ajuda que resta para aqueles que necessitam.

Portanto, o Governo Federal tinha que no mínimo contribuir com palestras incentivando a população a se voluntária, criar diversas ONGS e principalmente melhorar a qualidade de ensino e a equidade em relação a distribuição de oportunidades entre os habitantes.