A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 25/03/2021
No livro, “A menina que roubava livros”, retrata a vida de uma família que vive sobre as regras ditatoriais de Hitler, entretanto por amabilidade eles abrigam uma pessoa judia, demonstrando compaixão pelo próximo. Trazendo para a realidade ações como a dessa família são raras hoje em dia, visto que há a falta do apoio educacional e o envolvimento do indivíduo em ações voluntárias.
Em primeira instância, é importante destacar que as escolas tem um importante papel para evitar a desvalorização do trabalho voluntário. Nesse contexto, se faz presente a frase do político Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo” que por conseguinte seria capaz de a escola envolver cada vez mais seus alunos em ações humanitárias. Por meio disso é importante enfatizar a tremenda desigualdade social e financeira de muitas famílias que dependem da ajuda do trabalho humanitário.
Segundamente, é evidente que um dos osbstaculos se vincula com a fragilidade das comunicações interpessoais da contemporaneidade. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade pós-moderna está regida pela superficialidade e o imediatismo. Com relação a isso, ele retrata as relações como algo líquido, onde cada um tem suas concepções. Ao comparar sua tese com o mundo atual, vemos a liquidez que muitas pessoas tem com relação ao trabalho voluntário, visto que muitas vezes essa boa ação é distorcida por pessoas sem base de conhecimento.
Visando diminuir a desvalorização do trabalho voluntário, cabe ao Ministério da Educação incentivar as escolas a abrirem um projeto humanitário, para que com a participação facultativa do aluno haja um avanço tanto educacional quanto socioeducacional, gerando assim indivíduos que irão fazer a diferença na vida de outras pessoas no futuro.