A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 27/03/2021
Sendo definido pelo artigo 1º lei N°9608 de 1998, “considera-se serviço voluntário, a atividade não remunerada prestada com fins não lucrativos que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência à pessoa”, ou seja, de forma autruísta. Tais aspectos são exercidos praticamente apenas na teoria, pois no Brasil atualmente, apenas 7,2 milhoes de pessoas participam de trabalhos com esse modelo, deixando claro a falta de compromisso e desvalorização.
No Brasil existe uma grande desigualdade social, destacando as diferenças entre as pessoas menos e as mais privilegiadas. Dando alguns exemplos como,a falta de moradia, fome, pessoas marginalizadas, falta de saneamento básico, entre outros. É o dever do Estado intervir nesse tipo de situação, mas boa parte das vezes não se colocam a par, e fazem um esforço mínimo perante a sua população. Daí surge o voluntariado e sua importância, pessoas que complementam a ajuda social de alguma forma.
As dificuldades apresentadas nesse meio, não acontecem apenas por conta do Estado. Existe também a falta de planejamento das ONGs (Organizações não Governamentais), enfatizando a falta de recursos, elaboração para identificação de financiamentos e de propostas coindizentes. Até mesmo a falta de prática da lei já citada, por boa parte dos voluntariados, que geralmente nem sequer sabem da importância de seus atos e agem por pura autopromoção e benefício próprio.
Dessa forma, conclui-se que a maior base para a realização de trabalhos voluntários, é a educação nas escolas. Essas instituições têm um papel crucial no incentivo à ajudas comunitárias no meio social em que atuam. A fim de reverter o quadro atual, o Ministério da educação deve interferir, por meio de ações, como: divulgar experiências, mostrar os objetivos que desejam-se serem alcançados e destacar assim, o valor de alguém em um projeto comunitário.