A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 26/03/2021
O trabalho voluntário constitui-se em conceder nosso tempo para acudir o próximo. Mas se avaliarmos habilmente, essa ação vai mais à frente disso. Quando nos aplicamos a qualquer coisa ou a alguém por desejo próprio e sem receber nada em troca, a verdade é que estamos colaborando com mais com nós mesmos do que com os outros. A priori, é indubitável que, os aspectos governamentais são de suma importância para a essencialidade do trabalho humanitário. Com o vigor da Constituição de 1988 de explanar o dever social de edificar uma sociedade justa e solidária ser um direito inerente a todos, diversas são as situações que carecem o voluntariado: pessoas com condições financeiras abaixo da pobreza, ausência de direitos básicos de sobrevivência, entre outros. A posteriori, é evidente que, um obstáculo é estabelecido devido a fragilidade das relações sociais e interpessoais na contemporaneidade. Por essa perspectiva, e de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade pós-moderna é regida por duas tendências: o imediatismo e a superficialidade. Com base nisso, observa-se a liquidez de alguns indivíduos em relação ao trabalho voluntário é uma questão baseada na revolução tecnocientífica, uma vez que a internet corroborou a situação do individualismo.
É essencial, portanto, prover as medidas necessárias para reverter o quadro atual. Urge que o Estado, por meio do Ministério da Cidadania, elabore um levantamento estatístico das situações mais latentes que dependem de ações voluntárias, e com isso dispor de capital financeiro em acordo com cada peculiaridade. Outrossim, é uma reforma na diretriz de base na educação, para incluir trabalhos voluntários no currículo do ensino fundamental I II e Médio. Desse modo, o fito de atenuar a solidariedade orgânica e garantir o trabalho eficiente será assegurado. Com isso, espera-se evidenciar mais atitudes como a de Katniss Everdeen, que serão de modo geral, cotidianas no cenário brasileiro.