A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 30/03/2021

Segundo ao pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama reflete na análise da desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, visto que os cidadãos estão cada vez menos preocupados em ajudar aqueles que necessitam, resultando em uma sociedade menos generosa e solidária. Nesse sentido, essa desvalorização ocorre, principalmente, devido ao egoísmo social e à carga horária pesada de trabalho de muitos brasileiros. Portanto , é indispensável que avanços sejam realizados a fim de combater a problemática e agir com mais empatia e solidariedade.                                                                                                                         Nessa perspectiva, é válido destacar o egoísmo social como um algoz no processo de valorização do trabalho voluntário no Brasil. De acordo com o físico e filósofo inglês Isaac Newton, “para ser feliz, é necessário tornar o egoísmo humano a sede de amar o próximo”. Sob esse prisma, é evidente que uma ação solidária em prol de uma causa, visando a ajuda ao necessitado, é essencial para o próprio desenvolvimento intelectual e do caráter do voluntário, além de contribuir positivamente na vida daqueles que precisam de ajuda através de gestos simples. Dessa forma, são necessárias medidas coletivas para evitar que os cidadãos continuem mergulhados em seus próprios egos.                                Além disso, é importante mencionar a carga horária pesada da maioria dos brasileiros como um empecilho no processo de ajuda aos necessitados por meio do trabalho voluntário. Conforme o site G1, da Globo, são 16,4 milhões de pessoas que se doam, sem remuneração, em prol de alguma obra ou projeto social que atenda necessitados. Em contrapartida, muitos brasileiros deixam de realizar o trabalho voluntário por não disponibilizarem de tempo suficiente para se dedicarem a essas causas, principalmente, pela rotina diária e carga de trabalho pesado, principalmente de homens. Logo, o controle do tempo e da rotina diária deve ser ajustado pelos cidadãos, para que assim, se organizem para pregar a empatia em causas solidárias.                                                                                                    Diante dessa problemática, é notório que o trabalho voluntário no Brasil deve ser cada vez mais recorrente para a construção de uma sociedade mais preocupada com os necessitados. É essencial, portanto, que o Ministério da Cidadania e o MEC, promovam reuniões e debates coletivos para pessoas de todas as idades, por meio de dicas para realização de projetos a partir de profissionais. Não menos importante, também é função desses órgãos, promover levantamentos das situações mais latentes que dependem de ações voluntárias, por meio de divulgações em sites do Estado, motivando os brasileiros. Tudo isso, a fim de incentivar o bem-estar coletivo, fazendo valer a máxima social de Lévi-Strauss.