A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 31/03/2021
Em países desenvolvidos como os Estados Unidos e a Austrália, cerca de 40% de suas respectivas populações realizam trabalhos voluntários. Por outro lado, no Brasil, tal estatística cai para 4,3%. Em adição, o trabalho voluntário traz consigo diversos benefícios para a população em geral, o que levanta o questionamento do motivo de ele ser tão desvalorizado em território nacional. Assim, faz-se necessária uma análise aprofundada sobre o assunto.
Em primeira análise, é preciso entender o que faz a população despertar interesse no voluntariado. Nesse sentido, nos Estados Unidos as universidades incentivam de maneira significante os estudantes a se volutariarem, seja para andentrar ela ou durante a realização do curso. Em complemento, uma matéria escrita escrita para o G1 em 2012 pela jornalista Vanessa Farjado abordava como uma brasileira estudante de Harvard realizou diversos trabalhos voluntários na Etiópia. Dessa forma, é evidente que a adoção ao voluntariado não é uma questão cultural, e sim de incentivos.
Ademais, a desvalorização de trabalhos voluntários inibe a esfera social de receber significativas mudanças positivas. Nesse contexto, esse tipo de trabalho traz consigo diversos benefícios à população, tanto para quem o realiza quanto para quem recebe tal auxílio. Nessa lógica, o filme “Elefante Branco”, de 2012, aborda o voluntariado em uma favela argentina, explicitando a maneira com que as vidas das pessoas envolvidas nele é afetada de maneira absurdamente construtiva. Dessa maneira, é importante que o trabalho voluntária passe a receber seu devido valor.
Em suma, entende-se que o trabalho voluntário é uma ação que traz consigo uma grande quantidade de prós. No entanto, o governo brasileiro não disponibiliza o devido incentivo para que a população desperte interesse em realizá-lo. Dessa forma, cabe ao governo federal realizar campanhas promovendo o trabalho voluntário. Somente assim, este infeliz quadro poderá ser revertido.