A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 26/03/2021

Segundo o psicológo canadense, Carl Rogers, ‘‘ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele". No entanto, percebe-se o carecimento da empatia principalmente no que tange a questão da desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Nesse contexto evidencia-se como problemas a formação individualista da população brasileira e a ausencia de ações políticas efetivas.

Em primeiro plano, faz-se necessário destacar a importância e urgência da criação e efetivização de medidas do governo. É frequente os casos onde há a realização de tais atitudes, como exemplo, o Pátria Voluntária, criado com o objetivo de estimular o trabalho voluntário na população brasileira, mas que, não são bem difundidas, não possuem um alcance e que consequentemente são mal-aproveitadas e até mesmo esquecidas.

Além disso, a desvalorização do trabalho voluntário é bastante influenciada pela individualização em que o brasileiro é exposto. Diferentemente de outros países, o Brasil não trata como hábito, seja no lar ou na escola, o sentimento de comunidade. Lugares a fora costumam cultivar desde cedo em crianças o sentimento de empatia e o anseio pela realização de atividades sem receber algo em troca, como na China, onde várias escolas voltadas a práticas voluntarias. Portanto, a forma individualista presente na cultura e educação da nação, atua como um grande empecilho a resolução do problema.

Por fim, criação de ONGS, palestras e campanhas publicitárias são atos indispensaveis para a mudança de tal cenário. A divulgação em redes sociais faz-se, também, extremamente necessária, uma vez que é um dos grandes meios de comunicação do mundo atual. Logo, é necessário que o ser humano, como um todo, possua um olhar positivo e critico quanto a situação, pois, como diz o poeta, Oscar Wilde, “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.”