A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 05/04/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata, de modo conotativo, os obstáculos que o ser humano enfrenta durante a jornada da vida. Analogamente, a desvalorização do trabalho voluntário demonstra fatores econômicos negativos para a sociedade brasileira hodierna. Tal permanência decorre, principalmente, da ausência de incentivos adequados e da deficiência na infraestrutura pública.
Nessa perspectiva, a claudicância nos incentivos adequados ao trabalho voluntariado é um fator preponderante para o enraizamento da problemática. Isso é visto através do pouco preparo dos voluntários, os quais são submetidos a um trabalho cansativo e sem remuneração. Ademais, pessoas altruístas e solidárias trazem resultados positivos, porque focam no objetivo principal, ajudar o próximo. Dessa forma, é necessário uma reforma nas políticas de incentivo ao volunturismo.
Por conseguinte, a ineficiência da esfera governamental na infraestrura pública contribui para a desvalorização do trabalho voluntário. Tal fato é visto em organizações envolvidas em escândalos, em 2012, investigações comprovaram que houve desvios donativos em três campanhas nacionais da Cruz Vermelha brasileira. Destarte, é imprescindível a reforma nas políticas de fiscalização, pois, conforme diz o sociólogo, Zygmunt Bauman, “A nossa intolerância à dor é uma fonte inesgotável de lucros comerciais”.
Infere-se, portanto, que o Estado por meio de ONG’s, promova políticas públicas que reforcem o trabalho voluntário e ações educacionais para os mais jovens, através de palestras e atividades cívicas. Outrossim, é necessária uma reforma nos métodos de organização do mesmo, e na criação de lesgilações mais eficientes. Somente assim, torna-se possível solucionar os problemas e os obstáculos que assolam a vida dos voluntários descrita de forma figurada no poema de Drummond.