A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 05/04/2021

Diante dos impasses e dificuldades contemporâneas de boa parte da população, tornou-se importante a existência de trabalhos voluntários, aqueles que são realizados sem retorno financeiro, apenas para o bem da sociedade. As ONGs, organizações não governamentais, são um exemplo disso, visto que são instituições que não possuem objetivos lucrativos. Mesmo assim, menos de 5% da população se voluntariza neste tipo de trabalho, que denota, neste caso, o pouco reconhecimento e a desvalorização de um trabalho tão substancial.

Consoante Ghandi, nós temos que tornar a mudança que queremos ver. Em paralelo ao supracitado, percebe-se que para se ter uma qualidade de vida melhor e uma diminuição dos problemas sociais como a fome, exclusão de pessoas LGBTs e a ausência da educação, além de pressionar os órgãos governamentais, é premente que a população colabore e realize a própria parte, desde a realizar doações de objetos que não são mais utilizados, até visitando instituições e a assistí-las. No entanto, predomina entre boa parte da população o pensamento individual exarcebado, onde negligencia o coletivo. O filósofo brasileiro Auterives Maciel Júnior explicita que individualismo excessivo traz uma forma de degradação no país.

Ademais, pode-se explicitar também a ausência do Estado em dar suporte às populações fragilizadas, que necessitam de recursos primordiais para uma vida melhor. E os voluntários são uma tentativa de auxiliar esses indivíduos que são negligenciados pelo Governo Federal. As desigualdades sociais sempre existiram desde o descobrimento do Brasil, e continua em vigor. Portanto, é preciso que o Governo dê atenção aos casos de vulnerabilidade e valor aos voluntários que fazem a diferença na vida de milhares de pessoas.

Em suma, o trabalho voluntário é de extrema importância, por realizar ações que o Governo deveria realizar, e por ser ainda um ato altruísta e benéfico à sociedade. Logo, torna-se evidente a necessidade do Governo, que administra o âmbito executivo do país, priorize os casos vulneráveis por meio de projetos sociais e investimentos em saúde e educação para a população em situação de risco, com o objetivo de melhorar a situação crítica do país. Ademais, é míster que a sociedade crie consciência da desigualdade social e a libertação do egocentrismo, por intermédio de estudos, pesquisas, anúncios e debates, para participar de projetos sociais sem fins lucrativos, garantindo uma condição de vida melhor para milhares de pessoas e, para Ghandi, realizar a mudança que o povo almeja.