A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 30/03/2021
“Quando nosso coração está repleto de empatia, um forte desejo de eliminar o sofrimento alheio surge dentro de nós”. Tal premissa do escritor norte-americano Matthew Quick acentua a importância da empatia com o próximo. No entanto, observa-se na atual conjuntura brasileira a desvalorização do trabalho voluntário, que se deve principalmente pela carência de estímulo e até mesmo por não haver retorno financeiro.
Em primeira instância, é incontestável afirmar que o âmbito educacional brasileiro carece de investimentos no que tange à execução de atividades que incentivam atos solidários. Nesse sentido, a não promoção da prática de trabalhos comunitários entre jovens reflete, paralelamente, em uma sociedade ainda despreocupada com o bem-estar coletivo.
Outrossim, a errônea concepção de que o voluntariado não recebe nada em troca pode ser um fator desestimulante. Sob essa óptica, é notório que por vezes, o próprio egoísmo é um entrave para a empatia, retratando uma mentalidade ainda retrógrada perante o panorama social supracitado.
Mediante ao argumentado, evidencia-se a necessidade da implementação de medidas capazes de reverter o cenário aludido. Sendo assim, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com o Ministério da Educação, prover atividades com o intuito de exercitar a solidariedade e o altruísmo nas escolas, de forma a influenciar a programação de uma mentalidade favorável ao trabalho voluntário e a colocar em prática a premissa de Matthew Quick.