A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 28/03/2021

Segundo o sociólogo Karl Marx, o dinheiro é a essência alienada do trabalho. Isso significa que o capital é o produto principal da produção humana. Na atualidade, em muitos países, como o Brasil, o emprego não remunerado é desprezado. Com base nesse viés, é fundamental avaliar os entraves responsáveis pela desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, como a falta de empatia dos cidadãos e a carência do engajamento das escolas na abordagem da importância da atividade humanitária para a nação.

Em primeiro lugar, é válido pontuar que o trabalho voluntário é aquele o qual um indivíduo presta algum serviço para sua comunidade, mas não recebe remuneração em troca. Na sociedade brasileira, grande parte dos cidadãos apenas trabalham visando o montante a ser recebido, confirmando o pensamento de Karl Marx. Dessa forma, a falta de empatia, ou seja, pensar de maneira coletiva e ajudar aqueles que necessitam, mas sem esperar por um retorno financeiro, é um entrave para a valorização do trabalho voluntário no Brasil.

Além disso, as escolas são as instituições sociais responsáveis pela formação de um indivíduo. De acordo com Immanuel Kant, filósofo prussiano, o homem é aquilo que a educação faz dele, logo, educar é crucial para o desenvolvimento do cidadão lúcido. Sendo assim, é dever das escolas explanar desde cedo para os discentes a relevância do serviço comunitário para a evolução da nação. Entretanto, essas instituições falham nesse âmbito, o que contribui para o menosprezo do emprego altruísta no Brasil.

Nota-se, portanto, a necessidade de soluções para o desprestígio da atividade humanitária brasileira. Para isso, o Ministério da Educação, por ser responsável pela pedagogia da nação, deve criar palestras que abordem a importância do sentimento de empatia para a evolução do país. Essas conferências devem atingir todas as faixas etárias e serem ministradas por meio de canais virtuais abertos. Além disso, as escolas devem prover aulas as quais abordem temas voltados a relevância das políticas públicas. Tudo isso com o próposito de despertar a empatia com o próximo e aumentar a valorização do trabalho voluntário no Brasil. Afinal, o dinheiro não deve ser a essência da atividade humana, como alegou o filósofo Karl Marx.