A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 30/03/2021

Na série ‘‘Élite" é retratado a chegada de três estudantes bolsistas de escola pública em um conceituado colégio de elite, o conflito entre classes deixa clara a falta de empatia nas interações sociais. Ao longo da trama, esse conflito revela o alto grau de bullying, xenofobia, intolerância religiosa na escola em relação aos bolsistas. Fora da ficção, é fato que a intolerância religiosa e o bullying é evidente na sociedade atual.

Em primeiro lugar, é importante destacar que de acordo com o “Ministério de Direitos Humanos” entre 2015 e 2017, houve uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas (584 por ano no Brasil). Nessa perspectiva, a situação é bem observada na sociedade brasileira, uma vez que a carência de empatia, como forma de expandir crimes de ódio. Evidencia-se, portanto, que a alta taxa de crimes relacionados a religião, se dá pela falta de implementação de políticas públicas, conscientizando os indivíduos de tais atos.

Em segundo lugar, vê-se a incapacidade do Estado em implementar leis efetivas contra bulinagem. Seja pela dificuldade em administrar recursos em um território de dimensões continentais, seja pela falta de interesse dos órgãos públicos em promover o desenvolvimento de políticas públicas nas regiões afetadas. Segundo o Ministério da Educação (MEC) 1 em cada 10 estudantes é vítima de bullying, o que indica que o processo de combate a molestação é um processo lento e até esmo utópico.