A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 28/03/2021

No ano de 2015, a ONU estabeleceu a Agenda do Desenvolvimento, cujo objetivo era incentivar ações humanitárias sólidas até 2030, por meio de condutas voluntárias. Entretanto, as metas das Nações Unidas seriam  inviabilizadas, visto que a indiligência governamental, bem como o déficit educacional  convergem à desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Nesse ínterim, cabe avaliar as causas socioestatais, de modo a liquidá-las de maneira eficaz no viés pós-moderno.

Precipuamente, é fulcral combater a omissão do Estado para que o trabalho voluntário seja desenvolvido. Nesse sentido, a partir da segunda metade do século XX, o mundo conheceu o Neoliberalismo, segundo o qual as autoridades deixam de ser assistencialistas e passam a valorizar o esforço individual. Ocorre que a falta de assistência estatal, como propoem os neoliberalistas, fragiliza a dignidade humana, prejudica a população marginalizada e acentua as desigualdades daqueles que são incazes de sanar suas necessidades. Desse modo, em um mundo onde a indiferença das autoridades é regra, o trabalho voluntário não pode ser excessão.

Outrossim, ressai - se a falha educacional como proveniência da questão. Consoante às premissas de Enéas Carneiro - renomado médico brasileiro - apenas o conhecimento é o dado mais importante que separa  o ser - humano de todos os seus irmãos e primos da escala filogenética. Sob essa ótica, destaca-se  que a hipossuficiente fiscalização em setores que possuem o escopo de promover a interação informacional acaba falhando, visto a ausência de campanhas de cunho pedagógico que aludem a respeito da necessidade do indivíduo realizar diversas condutas voluntárias como forma de contribuir para  o bem - estar social. Logo, tal problemática deve ser desmitificada para o zelo do bem grupal.

Urge, portanto, que a desvalorização do trabalho voluntário seja, de fato, atenuada, na prática. Para tanto, cabe à Secretaria do Tesouro Nacional ampliar investimentos que, por intermédio de parceria entre o Ministério da Educação (MEC) e instituições formadoras de opinião, como escolas, sejam direcionados à otimização de programas educativos que abordem a importância dos cidadãos serem voluntários nas atividades do ínterim societário, a fim da plena elucidação cívica. Nessa conjuntura, alcançar - se - á o objetivo aludido pela Organização das Nações Unidas.