A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 31/03/2021

De acordo com a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6ª, está previsto como uns direitos sociais, " A assistência aos desamparados". Todavia, esse direito nunca teve a sua devida preocupação por parte dos governantes e historicamente sofre com a falta de efetividade. Contudo, a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil vem sofrendo com a modernização tecnológica que tem esfriado os sentimentos de empatia das pessoas para com o próximo, juntamente com o descaso por parte das autoridades públicas que são omissas na prestação de assistência  social.

Em um primeiro momento, é necessário ressaltar, o escritor Augusto Cury, em sua obra " O futuro da humanidade", no qual o livro retrata a situação de penúria de muitas pessoas e a preocupação por parte de um grupo seleto que tenta doar o pouco que tem em prol da coletividade. Além disso, os avanços da tecnologia vieram para colocar a atual sociedade em um patamar superior, entretanto, a facilidade que ela proporciona as pessoas começa a afetar costumes e sentimentos que antes eram essenciais para a vida cotidiana. Ademais, a “falta de tempo” obriga a população a ser omissa perante situações de pessoas com extrema pobreza, não só monetária, mas de espirito e de socialidade.                Outrossim, o descaso por parte das autoridades públicas em se omitirem na prestação de assistência aos desamparados e a falta de incentivo aos voluntários acarreta o grande número de sem tetos e pessoas em situação de extrema miséria. Ainda mais, uma pesquisa de levantamento de dados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), realizada no ano de 2015, demonstra que 78% da população que pratica o trabalho voluntário é do sexo feminino. No entanto, isso causa espanto, tendo em vista que desse dados apresentados 59% trabalham fora, cuidam do lar e ainda contribuem com sua parcela humanitária.

Logo, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para que a o distanciamento geográfico não venha a ser um distanciamento emocional com a falta de empatia para com o próximo e omissão das autoridades públicas deixem de ser corriqueiras. Portanto, o Ministério Público, juntamente com os Centros de Referência Especializados para Pessoas em Situação de Rua (Centro POP) devem promover campanhas comunitárias e de integração social com práticas de atividades de lazer, associadas a entrega de alimentos e agasalhos, por meio das escolas, nos finais de semana, centros sociais e visitação em locais habitados de difícil acesso. Para isso, afim de alcançar o mínimo necessário para que seja feita a inclusão social dessas pessoas com a demonstração da importância que cada uma delas tem para a sociedade. Atrelado a isso, o Ministério Público deve fiscalizar os governos e a omissão praticada frente à direitos sociais. Fazendo isso, é possível que o trabalho voluntário prevaleça.