A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 03/04/2021
Durante a Reforma Protestante, no século XVI, a vertente luterana valorizava os boas obras e a ajuda ao próximo como chave para a salvação, os fiéis sabiam da importância de se pensar no outro. Em contraste à época, no Brasil há uma desvalorização do trabalho voluntário, cenário perpetuado pelo crescente individualismo e pela falta de reconhecimento e incentivo do Estado. Nessa lógica, hão de ser analisadas essas conjunturas a fim de mitigar esse problema.
Em primeiro plano, o avanço e perpetuação do individualismo na sociedade contribui para a desvalorização da ajuda voluntária. Confirmada pelo sociólogo Adam Smith, o homem é naturalmente condicionado a fazer
smente aquilo que o beneficiará. Consequentemente, essa vertente sociológica tão presente atualmente minimiza a importância e valor do voluntarismo. Assim, cada vez menos pessoas irão se propor a contribuir para tal serviço.
Em segundo plano, o trabalho voluntário sofre com a ausência de incentivo por parte do Estado. Isso porque, apesar de Steve Jobs, um dos fundadores da empresa ‘‘Apple’’, ter corroborado com a ideia do mundo virtual como influenciador ao constatar que ‘‘a tecnologia move o mundo’’, as redes sociais não estão sendo devidamente usadas pelo Estado para divulgar e incentivar o trabalho em debate. Dessa forma, o voluntarismo sofre mais um empecilho para sua realização.
Tendo em vista o que foi debatido, cabe ao Estado, por meio do uso das redes sociais e midiáticas, promover o compartilhamento de ações e projetos voluntários, a fim de dar mais visibilidade a esse serviço. Cabe também à sociedade, por meio de sua inserção e contato em grupos voluntários, reconhecer a importância e valor dessas ações, com o fito de agregar cada vez mais pessoas nessa causa. Tão logo essas medidas fossem postas em prática, o cenário vivenciado pelos fiés luteranos será espelhado.