A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 30/04/2021

No início do século XIV surge o período literário conhecido como humanismo, o qual ficou marcado pela transição antropocêntrica e extremo egoísmo. De forma análoga, é notório a perpetuação do sentimento egoísta enraizado na sociedade atual, uma vez que observa-se a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, fato que é acentuado não só pela negligência governamental, mas também pela falta de empatia entre os cidadãos tupiniquins. Sob esse prisma, é evidente que medidas devem ser tomadas para reverter esse imbróglio. À princípio, destaca-se a negligência governamental em relação as minorias sociais, as quais são classificadas como pequenos grupos com menor vantagem em relação ao restante da sociedade. Os indivíduos que compõem esse grupo social vivem em situação de vulnerabilidade, ou seja, sofrem negligência dos direitos essenciais a todo cidadão e como consequência, torna-se necessário a prática do trabalho voluntário na Nação verde e amarela. Diante do exposto, é possível ressaltar a criação do programa Pátria voluntária, elaborado pelo governo e que na teoria tem o objetivo de incentivar o voluntariado, no entanto tal programa não é desenvolvido e nem colocado em prática no Brasil. Outrossim, é visível que a falta de empatia faz o trabalho voluntário ser desvalorizado nas terras tupiniquins. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, vivemos uma modernidade líquida, em que as relações, antes “sólidas”, ou seja, estáveis e permanentes, tornam-se “líquidas” e assumem diferentes formas. Analogamente, transposto à realidade, é perceptível que os indivíduos se tornaram, ao longo do tempo, cada vez mais egocêntricos e deixaram de se importar com o próximo, logo as relações se tornaram líquidas. Como consequência de tal fato, tem-se a falta de realização individual, já que o voluntário é o principal responsável por esse sentimento de satisfação, e a intensificação da vulnerabilidade daqueles que antes recebiam ajuda humanitária. Destarte, urge que intervenções devem ser tomadas para solucionar essas questões. Nesse sentido, o Governo em parceria com o Ministério da Cidadania, deve efetivar os objetivos propostos pelo programa Pátria voluntária, por meio de propagandas televisivas que incentivem o trabalho voluntário entre a população, com o fito de valorizar cada vez mais o voluntariado e exibir seus benefícios tanto à população, quanto à realização individual. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Educação fale a respeito da importância da ajuda humanitária, por meio de discussões no ambiente escolar, a fim de aumentar os colaboradores do voluntariado. Somente assim, a população se distanciará do egoísmo iniciado no período humanista.