A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 11/04/2021
A afirmação da escritora e filósofa Simone de Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, pode facilmente ser aplicada nas dificuldades enfrentadas na valorização das artes urbanas no Brasil, já que mais escandalosa do que a ocorrência da problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Essa vicissitude tem origem incontestável, seja pelas pichações, seja pelo preconceito da população. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem o quadro.
Em uma primeira análise, o descaso estatal com atos de vandalismo, mostra-se um desafio aos pintores de arte mural. É oportuno assinalar que conforme a Constituição Federal de 1988, documento de suma impotancia de um país, em seu artigo 65 prevê que “No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental”. Nesse sentido, a proposta da carta magna pode ser aplicada quando se analisa o fato de pinturas no muro da Escola Sagrada do Coração de Jesus que representa a história da unidade escolar e evolução da cidade foram vítimas de pichações, de acordo com A Tribuna Mato Grosso. Destarte, discorrer criticamente o impasse é o primeiro passo para a consolidação de um país equânime.
Somado a isso, é cabível mencionar o preconceito do corpo social ao analisar uma forma artística em construções. Segundo o filósofo Henry David “Nunca é tarde para abrirmos mão dos nossos preconceitos”. Analogamente, o conhecimento gerado antes do real conceito feito pela sociedade, dificulta a disseminação e o apreciamento das formas de expressão ou na estimulação da criatividade através de obras artísticas em paredes de locais nas cidades, por isso muitas vezes as obras e os grafiteiros são críticados. Dessa forma, medidas são necessárias para a rápida realização de mudanças nessa área.
Portanto, a entrave confrontada pelos pintores em locais na zona urbana brasileira apresenta barreiras preocupantes. Para amenizar esse cenário de desvalorização das artes artísticas, urge que o Governo Estadual invista, por meio de fiscalizações, para que não ocorra a depredação nas pinturas feitas à tinta; ainda cabe uma população se conscientizar através de projetos com o intuito de pressionar o combate ao prejulgamento. Em vista dos argumentos apresentados, somente assim, será possível diminuir a depreciação com o grafite.