A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 10/06/2021

Uma das piores epidemias na história surgiu em meados de 2013 na Africa do Sul, e, graças aos esforços dos médicos sem fronteiras, organização não governamental e sem fins lucrativos que oferece ajuda a população em situações de emergencia, houve uma diminuição nas perdas dos contaminados pelo vírus. Com essa abordagem, a doença revelou a importância do trabalho voluntário nos dias de hoje. Hodiernamente, dentro da realidade atual, muitas pessoas ainda são dependentes do voluntarismo alheio, o que colabora para estigmas relacionados a desvalorização do próprio. Dessa forma, por causa da negligência estatal e a baixa campanha motivacional, essas consequências se agravam na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, no que se concerne a negligencia do Estado, é um dos fatores que não contribuem para esse processo. Nessa perspectiva, vale lembrar que, apesar da Magna Carta prever direitos constituicionais, o trabalho voluntário ainda é inevitável, haja visto que o número de instituições beneficentes no Brasil crescem em função das necessidades do povo. Sob esse âmbito, as pessoas comumente enfrentam buracos no desenvolvimento de novas estradas nos projetos beneficentes, isto é, há muita dificuldade na divulgação das campanhas motivacionais porque o governo detêm a maior parte do horário comercial nos canais em televisão aberta. Em meio a isso, graças a internet, campanhas conseguiram sobreviver sem depender exclusivamente do governo, e, assim como na Ditadura Militar em que as pessoas faziam até músicas para divulgação de mensagens na luta contra o silêncio, hoje, as redes sociais se tornaram o intermédio nas músicas da valorização do trabalho voluntário.

Infere-se, portanto, que a desvalorização do trabalho está intrinsecamente ligada à falta da ajuda por parte do governo em promover campanhas motivacionais, que, por esse motivo, ocasiona na falta no conhecimento dos cidadãos sobre as instituições beneficentes. Dito isso, visando o objetivo de melhorar a situação, a Secretaria Especial de comunicação Social deve, por meio da medula da publicidade governamental, canais em telvisão aberta, promover novas propagandas para a propagação das informações sobre as atuais instituições beneficentes, e, assim servindo de veículo nessa estrada da valorização do trabalho voluntário.