A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 20/04/2021
O filme “Patch Adams- O amor é contagioso”, mostra o protagonista disposto a mudar a vida das pessoas por meio do trabalho voluntário e humanizado. Fora da ficção, o Brasil tem se esforçado com alguns projetos de voluntarismo, mas ainda há um grande passa a ser dado. Sob essa ótica, essa iniciativa altruísta traz muitos benefícios, porém é necessário combater a falta de informação e acesso para tais trabalhos.
É importante ressaltar, inicialmente, a relevância das práticas voluntárias ao tecido social. Posto isso, segundo Hans Jonas, em sua obra “Princípio da responsabilidade”, as pessoas devem ter atitudes benéficas para a geração futura. Nesse sentido, ajudar o próximo ter empatia e altruísmo com a dor do outro, não só traz uma realização individual, mas faz com que a sociedade reflita em suas ações e como pode ser luz na vida de alguém. Por conseguinte, projetos de ONGs como “Doutores da alegria”, que visa levar ânimo para os hospitais, será mais valorizado e com um maior número de voluntários. Ademais, convém relacionar a inoperância de alguns setores sociais na divulgação e ensino. Torna-se evidente a falta de disciplinas escolares que incentivam os alunos, desde cedo, a participarem de projetos sociais e a instrução sobre ética e solidariedade. Sendo assim, a comunidade se desenvolve de forma individualista e egocêntrica, como dizia o filósofo Zygmunt Bauman, em que se vive atualmente uma modernidade líquida, de relações superficiais. Logo, o ser humano se torna uma objetificação, em que tudo precisa gerar lucro, indo em sentido contrário do voluntarismo.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para dirimir a desvalorização do trabalho do terceiro setor. Em vista disso, o Governo, como instância máxima da administração executiva, deve incentivar ainda mais projetos como a Pátria Voluntária, com políticas públicas que visam o investimento para as atividades continuarem, em soma de divulgação nos meios midiáticos. Por fim, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira na sua grade curricular disciplinas de ética e solidariedade, a fim de ensinar aos discentes a importância de ajudar ao próximo e incentivar o envolvimento com o voluntarismo. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.