A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 22/04/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior jurisdição do país, prevê em seu artigo 6° diversos direitos sociais que são inerentes a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a grande parcela da sociedade que depende do trabalho voluntário (extremamente desvalorizado no Brasil) para sobreviver. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para ajudar na disseminação de tal prática. Nesse sentido, algo que deveria ser conhecido e realizado por todos, acaba sendo banalizado. Segundo o filósofo inglês Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso, tornando-se enraizado à medida que se reproduz, esse pensamento, deixa evidente que a partir do momento que a sociedade repete práticas positivas, aquilo de dissemina.
Ademais, é fundamental apontar a insuficiência midiática como impulsionadora da problemática. De acordo com o filósofo inglês Nick Couldry, existem inúmeras vozes que, por serem minorias são postadas a inexistência. Diante de tal exposto, é evidente que os voluntários no Brasil são uma minoria que não possui holofotes o suficiente para alcançarem mais pessoas, o que dificulta a compreensão de como os projetos sociais funciam, quais os mais confiáveis e quem procurar para ser inserido nessas ações.
Depreende -se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de investimentos financeiros, ofereça apoio às ONGs e a projetos menores visando aumentar suas verbas e garantir apoio a mais pessoas. Paralelamente, é imperativo que a mídia reserve um maior espaço para propagar informações sobre todas os projetos sociais desenvolvidos. Assim, a sociedade se tornara mais solidaria, e o comportamento se tornara contagioso como afirma Francis Bacon.