A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 05/10/2021

A ONU estabeleceu como objetivo, na Agenda do desenvolvimento, o incentivo de ações humuntárias, por meio de trabalhos voluntários. Entretanto, no Brasil, há uma carência do voluntarismo, a qual ocorre pela desvalorização, por parte dos brasileiros, do projeto da Organização das Nações Unidas. Tal fato deve-se não só pela falta de estímulos para a solidariedade, como também a marginalização de certos grupos excluídos.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o pouco incentivo da empatia é um dos fatores que restringe o trabalho voluntário, que tem como meta, a ajuda da sociedade. Dessa forma, segundo o sociólogo Howard Gardner, há uma consagração, mesmo que insuficiente, das aptidões intelectuais humanas. Posto isso, fica evidente como o descaso dos conhecimentos interpessoais interfere na colaboração do indivíduo no social e consequentemente no voluntarismo, o que causa a falta de simpatia com a causa e impede o indvíduo a aderí-la.

Em segundo plano, outro fator fundamental para o tema é como a marginalização afeta a adesão ao trabalho voluntário e impede, pela ausência de meios de informação, os cidadãos de se familiarizar com o tema. Desse modo, de acordo com o IBGE, 1 a cada 4 brasileiros não possui acesso à internet. Com isso, a baixa disponibilidade de recursos informativos, como a interweb, reforça ainda mais o descaso por essas ações sociais, as quais, mesmo sendo fundamentais para a sociedade é restrita de grupos excluídos, o que corrobora para a manutenção do problema.

Diante disso, percebe-se a importância da valorização do trabalho voluntário no Brasil. Portanto, é imperativo que o CONANDA, em parceria do Ministério da Infraestrutura, crie projetos que visem promover a implantação de veículos de informação, voltados para o voluntarismo e suas vantagens, com medidas de apoio para promover a interpessoalidade, por meio de propagandas nos meios das tecnologias midiáticas, para que a própria sociedade seja incentivada a aderir à causa. Logo, as ações voluntárias não serão mais desprezadas e nem restritas de parcela da população.