A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 28/04/2021
Na filosofia, a moral é definida como sendo um modo de agir dentro da sociedade com foco em manter o bem-estar social. Dessa forma, ações e comportamentos benéficos ao coletivo são morais e os que prejudicam a convivência são imorais ou amorais. O trabalho voluntário, então, pode ser chamado de moral já que auxilia no desenvolvimento social. Apesar disso, o voluntariado é ainda uma prática com poucos participantes e a falta dele está correlacionada com o baixo índice de desenvolvimento humano no Brasil.
Uma reportagem da revista “Superinteressante” descreve uma pesquisa feita sobre a imagem que do país. Nela, pelo menos dez por cento dos entrevistados descreveram o brasileiro como individualista. Não somente, os atributos negativos, como a preguiça e desonestidade, se sobressaíram em relação aos positivos. De fato, uma outra pesquisa feita em 2013 e divulgada pela revista “Exame” demonstrou que o Brasil é o país mais egoísta da América Latina. Isso se torna ainda mais preocupante ao compararmos os dados com a quantidade de pessoas que fizeram parte de ações beneficentes, menos de cinco por cento.
Não obstante, o Brasil diminuiu seu IDH. Um dos motivos apontados para a baixa posição é a desigualdade e uma das possíveis soluções para isso é a filantropia. Quanto maior a ajuda e serviços oferecidos aos em uma condição desfavorecida maior a capacidade que um local tem de progredir - como é o caso da Nova Zelândia que não só tem um alto número de voluntários como também tem um lugar de destaque no ranking do IDH.
Portanto, o Ministério da Cidadania, através de políticas públicas e campanhas de incentivo, encorajar ações altruístas por parte da população com a finalidade de aumentar a igualdade no Brasil. Dessa forma, será possível crescer tanto moralmente quanto economicamente.