A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 03/05/2021

O livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, do autor Lima Barreto, mostra a história do major Policarpo cuja maior característica é a idealização de um Brasil utópico. Sob tal viés, para a construção dessa civilização ideal, a Constituição Federal de 1988 assegura o bem-estar a todos os brasileiros. No entanto, nota-se uma falha na isonomia no que tange a desvalorização do trabalho voluntário. Nesse cenário, verifica-se uma falha de contornos específicos em virtude da negligência estatal e da alienação social.

Primeiramente, vale ressaltar que a inoperância governamenal é uma causa latente do problema. Nesse sentido, segundo Aristóteles, a política tem como principal função preservar o bem-estar da sociedade. Nessa continuidade, o filósofo pontua que é de responsabilidade do Estado garantir a valorização do trabalho dos brasileiros. Contudo, nota-se uma brecha tanto na legislação quanto na atuação dos governantes em relação à falta de políticas públicas e à ausencia de investimentos financeiros para o aumento da valorização do trabalho voluntário. Dessa forma, há um menos incentivo de ações beneficientes, o que causa a diminuição das atividades expôntaneas, tornando assim a resolução do imbróglio mais dificultada.

Ademais, outra dificuldade encontrada é a alienação social do indivíduo. Logo, conforme Bauman, a sociedade é fortemente influenciada pelo individulismo. Sob essa ótica, o ser humano tende a não se importar com o outro, pois para isso é necessário deixar de olhar apenas para si. Consequentemente, em um corpo social influenciado pelo egoísmo, o cidadão inclina-se a ignorar os problemas alheios. Com isso, a própria sociedade se ausenta de praticar o ativismo social, o que consolida o problema.

Dessarte, mediante o exposto é indubitável a urgência para mitigar tal problema. Para tanto torna-se interessante que o Ministério da Cidadania em parceria do Ministério da Educação, crie campanhas educacionais, por meio de panfletos e palestras nas escolas públicas do País, com o objetivo de influênciar os alunos do Ensino Médio e Fundamental. Esses panfletos informarão sobre as instituições que necessitam de ajuda voluntária. Outrossim, as Secretárias Estaduais de Educação devem promover campanhas informacionais para a população dos seus respectivos estados para que haja a consientização do maior número de pessoas. Essas campanhas serão feitas por intermédio de palestras, que serão transmitidas em horários nobres na televisão.