A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 22/05/2021
O cantor brasileiro Daniel, em uma de suas músicas relata que, “Pra ser feliz, o quanto de dinheiro eu preciso, quanto custa pro verdadeiro sorriso brotar do coração”. Apesar de o trabalho voluntário no Brasil ser voltado para causas sociais, envolvendo ações beneficentes e sem remuneração, é visto também, como desvalorizado. E isso se deve às duas principais causas: à sociedade que o enxerga como mão de obra barata e sempre disponível e à captação de recursos por parte das ONGs que é um grande desafio neste ano de 2021.
Inicialmente, no Brasil, fazer trabalho voluntário não é exatamente um reconhecimento. Mesmo com o alto índice de pobreza, falta valorização, conscientização por falta dos dirigentes políticos, tanto no que se refere à necessidade de amparar, dando maiores condições de vida àqueles que não têm recursos, quanto para as pessoas que, gratuitamente fazem esse serviço sem esperar nada em troca, apenas desejam transformar vidas.
Além disso, o trabalho voluntário está ligado, principalmente à atuação de ONGs, que são instituições sem fins lucrativos, especializadas em uma determinada causa, e de onde são realizadas ações em prol dela. Inesperadamente, 2020 foi totalmente atípico, e sem legado trouxe muitas incertezas para 2021, sobretudo, nas questões governamentais quanto à articulação e finaciamento.
Assim sendo, medidas são necessárias para acabar com a desvalorização do trabalho voluntário em nosso país. O governo federal criou, em 2019 o “Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado”. Cabe colocá-lo em prática estimulando o engajamento da população em ações humanitárias, ressaltando os impactos positivos dessas iniciativas da sociedade; que haja, sobretudo, parceria com entidades e instituições dedicadas à mesma causa. O que se recebe em troca é a satisfação de ajudar as pessoas e o reconhecimento pelo trabalho realizado.