A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 28/05/2021
No livro “Modernidade líquida” de Zygmunt Bauman, é dito que, na contemporaneidade, vive-se uma realidade a qual as relações afetivas se concebem por meios de laços momentâneos e volúveis, havendo assim, a substituição da ideia de coletividade e solidariedade pelo individualismo populacional. Em análise a isso fica claro que na atualidade trabalhos não remunerados são insuficientemente valorizados no corpo social por não apresentarem recompensas monetárias ao indivíduo prestador do serviço. Posto isso, é notório que essa realidade se aplica também a desvalorização do trabalho voluntário no brasil, isso porque é presente a desinformação a respeito desse tema em concomitância com a exiguidade de incentivo a tal prática.
A priori, é válido pontuar que um dos principais motivos para a desvalorização do trabalho voluntário ser tão presente, é conta da desinformação que se tem em referência a essa pauta. Segundo o filósofo John Locke, os seres humanos nascem como folhas em branco e, ao longo de suas vidas, vão moldando-se a partir de suas experiências. De analogoga ao filósofo, quando os ingressos brasileiros não são fornecidos como devidas informações sobre o que é o trabalho voluntário e o que ele representa, por exemplo, na ajuda a crianças com rendas monetárias instáveis, idosos, moradores de rua e a satisfação pessoal que há na realização desses projetos, desencadeia-se uma realidade na qual o cidadão brasileiro terá predisposição para cada vez mais aumentar o individualismo e o egocentrismo no país.
Ademais, com a escassa informação em relação aos trabalhos altruístas, há também, por consequência, a pouquidade de incentivo a tal prática. Em consonância com o filósofo Arthur Schopenhauer, o homem toma os limites do seu campo de visão com os limites do mundo. Nessa perspectiva, se o Estado brasileiro, provedor de educação nacional, incentivo o voluntário, tal como, nas escolas públicas da nação, esses cresciam tendo uma atividade filantrópica como benéfico tanto para quem ajuda quanto para quem é ajudado, o que não é visto ser colocado em prática na oferta hodierna, favorecendo, com isso, a desvalorização do trabalho voluntário.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por intermédio de verbas públicas, criar uma campanha nacional de incentivo e valorização ao trabalho voluntário no Brasil, criando por meio de programas televisivos e mídias digitais, espaços os quais podem ser discutidos a importância do serviço filantrópico e como o mesmo é essencial para a criação de uma sociedade mais empática e altruísta, específica com que ocorra a valorização do trabalho voluntário no país e realidade citada no livro “Modernidade liquida” por Zygmunt Bauman seja não presente no povo brasileiro