A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 30/05/2021
“Esta é o que considero a verdadeira generosidade. Você dá tudo de si, e ainda sente como se não lhe tivesse custado nada.” A frase da filósofa francesa Simone de Beauvoir traduz o sentimento das pessoas que realizam ações voluntárias no Brasil, ainda que o trabalho voluntário seja desvalorizado pela falta de apoio da sociedade e ausência de financiamento por parte dos órgãos governamentais.
Outrossim, a teoria do contrato social segundo John Locke, o surgimento do Estado ocorre para que haja uma garantia dos nossos direitos naturais. Neste sentido, cabe ao Estado garantir o bem-estar social, contudo percebe-se uma falta de cuidado e assistência do governo com as pessoas em situações de vulnerabilidade.
Ademais, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE apenas 7,2 milhões de pessoas realizam trabalho voluntário, correspondendo a 4,3% da população do País. É válido destacar, que o perfil dos voluntários é prioritariamente de mulheres, que geralmente são responsáveis pelos afazeres domésticos e cuidado de pessoas, assim como em comparação de taxas de participação de ações beneficentes, o gênero feminino representa 5% enquanto o masculino 3,4 %.
Portanto, para que ocorra a valorização do trabalho não remunerado no País, é necessário que o governo federal promova campanhas de incentivo a adesão de práticas humanitárias, como doação de roupas, sapatos e cobertores velhos e alimentos perecíveis, mas também é imprescindível que as gestões municipais e estaduais informem a população lugares que recolhem e aceitam doações.