A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 11/06/2021
O filme “Redenção” retrata a história de um homem que se dedica ao trabalho voluntário na África após sair de uma prisão e deixar o vício em drogas. Para além da ficção, tais ações voluntárias são muito desvalorizadas no Brasil. Isso ocorre por conta da falta de conhecimento das pessoas, além disso, a grande falta de influência favorece o descaso com a atividade humanitária. Desse modo, os desafios para a valorização dessa problemática merecem um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeira análise, é notório que milhares de brasileiros não entendem sobre o funcionamento de atividades voluntárias. Conforme a teoria do Fato Social, do sociólogo Durkheim, o homem é produto do meio em que vive. Sob esse viés, se não houver conhecimento da maior parte da população, não existirá interesse das pessoas para contribuir com o trabalho humanitário.
Em segunda análise, a falta de influxo para participar dos trabalhos voluntários possibilita a desvalorização dessas tais atividades. De acordo com o filósofo John Locke, a influência do exemplo é penetrantíssima na alma. Em síntese, o interesse das pessoas parte da experiência de outras, visto que não é comum a realização de programas voltados a importância desse trabalho, esse tipo de serviço acaba sendo depreciado por falta de incentivo.
Portanto, faz-se necessário uma conscientização social quanto a desvalorização do trabalho voluntário. Para isso, o Ministério da Cidadania deve politizar a importância da atividade humanitária por meio de palestras em instituições educacionais, centros de comunicação e campanhas publicitárias - como propagandas televisas - para que sejam um meio de informação para a população, a fim de que incentive os cidadãos a participarem e valorizarem o trabalho solidário. Dessa forma, construiremos uma geração mais gentil e com histórias semelhantes a do filme “Redenção”.