A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 14/06/2021
Patch Adams é um médico bastante famoso por tratar seus pacientes com a “terapia do riso”. Ele por meio de projetos humanitários, leva ao redor do mundo uma mensagem de alegria e amor para dentro dos hospitais. Entretanto, no Brasil, essa iniciativa altruísta é bastante desvalorizada. Isso ocorre devido ao distanciamento entre as ações voluntárias e a sociedade e à pouca divulgação dos programas, principalmente, nas escolas.
Primeiramente, segundo a teoria do imperativo hipotético do filósofo Emmanuel Kant, o ser humano age com a intenção de alcançar determinado fim, ou seja, com o objetivo de receber algo em troca pelos seus atos. Com isso, essa forma de se posicionar em relação a um trabalho constrói entre as ações filantrópicas e a sociedade uma “barreira”, que impede a prática de solidariedade entre as pessoas. Essa situação de afastamento impede, principalmente no Brasil, a ampla participação da sociedade em projetos voluntários, tornando-os desvalorizados.
Ademais, no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apenas 4,3% da população do país realiza atividades voluntárias. Dessa forma, essa depreciação das ações altruístas é consequência da falta de divulgação dos programas de ação voluntária para a população e de incentivo, primordialmente, nas escolas para a formação da consciência arbitrária nos jovens, que, também, segundo o IBGE, representam apenas 2,3% dos filantrópos brasileiros.
Portanto, para que haja a valorização do trabalho voluntário no Brasil, é de suma importância que o Ministério da Cidadania junto com a Mídia desenvolva programas de incentivo e divulgação das organizações voluntárias, por meio de sites, propagandas, debates, entre outros, com o objetivo de incentivar a participação social nos trabalhos filantrópicos. Além disso, é também necessário a participação da escola para discutir, por intermédio de aulas de cidadania, sobre as ações solidárias com a finalidade de formar uma geração mais consciente em relação ao valor das ações voluntárias para a sociedade.