A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 09/06/2021
Sabe-se que, segundo Rousseau, o homem nasce bom e a sociedade o corrompe. Desta forma, a sociedade capitalista contemporânea não corrobora a perpertuação do lado bom do ser humano ao longo da sua vida, havendo, assim, a desvalorização de trabalhos voluntários, sobretudo no Brasil, causado pelo décit informativo sobre a temática e a não integração do estado nas atividades que não envolvam capital.
Primeiramente, vale ressaltar que, segundo Paulo Freire, a educação é a base para a construção de uma sociedade utópica. Entretanto, na hodiernidade naciona, é notável uma dificuldade governamental na disseminação de ideais e pensamentos empampáticos - os quais são base para a prestação de um trabalho voluntário - uma vez que não há componentes curriculares nas escolas brasileiras que visem trabalhar e desenvolver o lado bom dos cidadãos, que, segundo Rousseau, é inato ao homem. Desvalorizando, então, ações empáticas, como o trabalho voluntário.
Ademais, vale salientar também que, nas escritas de Confúcio, famoso filósofo chinês, o governo é um espelho no qual reflete as ações populacionais. Todavia, na sociedade e no governo atual, movida ao capital e a ações financeiras, as atitudes que não envolvem recompensa monetária, como trabalhos voluntários, foram deixados de lado pelo governo e, consequentemente, pela população, uma vez que esta reflete ações governamentais. Desta forma, desvalorizando as tarefas voluntárias no Brasil.
Percebe-se, portanto, a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Por isso, cabe ao governo, na figura do Ministério da Educação, expandir a grade curricular nas escolas brasileiras, por meio da adição de novos componentes curriculares, como “empatia e sociedade”, que vise incentivar atitudes empáticas, como o trabalho voluntário. Despertanto, assim, o lado inato ao homem, o lado bom, segundo a teoria de Rousseau.