A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 15/06/2021

De acordo com estudo divulgado pela empresa Gallup, a propensão que um país apresenta para o trabalho voluntário -pautado em ajudar o próximo- é um dos indícios  de desenvolvimento e fatores econômicos positivos. Dentre os mais de 140 países analisados nessa pesquisa, o Brasil ocupou a trigésima quarta posição, dado que evidencia a baixa adesão do voluntariado, que é, muitas vezes, desvalorizado por parte da população. Assim, é fundamental que as causas e consequências dessa negligência social sejam analisadas.

Em primeira instância, é importante ressaltar as origens de tal problema. Assim como pontuado pela fundadora da “Sobreton Comunicação”, Lak Lobato, há, no Brasil, a valorização da remuneração, de forma que o trabalho voluntário, o qual não apresenta retorno monetário, é desvalorizado. Portanto, há a necessidade da construção de valores como a solidariedade e o altruísmo, para que ações não remuneradas -como o voluntariado- possam ser devidamente exercidas e as pessoas que as fazem, agraciadas com bons sentimentos por estarem ajudando os mais necessitados.

Em associação, essa cultura da não valorização do voluntariado traz consequências. Conforme ratificado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 4,3% da população brasileira faz esse trabalho solidário. Tal dado explicita as profundas lacunas culturais existentes referentes ao estímulo da caridade e da ajuda ao próximo. Assim, é crucial que esse ofício seja estimulado, uma vez que ampara famílias e pessoas em condições adversas como os Doutores da Alegria -que propiciam momentos de riso em hospitais.

Dessarte, essa realidade de desvalorização do trabalho voluntário precisa ser alterada. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com a população, promover o incentivo do trabalho humanitário por meio de campanhas veiculadas em mídias sociais -como o Instagram e Facebook- e televisivas em busca de um crescimento na adesão do voluntariado.