A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 14/06/2021
Na ‘‘Modernidade Líquida", termo usado pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade está marcada pelo individualismo, ou seja, não há um olhar amplo pelo próximo, e a falta de empatia predomina principalmente nos indivíduos que incluem-se em situação de vulnerabilidade. Com isso, é imprescindível notar que existe um número extenso de pessoas pelas quais necessitam do trabalho voluntário até como um modo de sobrevivência, porém a desvalorização para com esse público tem prejudicado não só a equipe que realiza esse ato, mas também a grande população brasileira que precisa de auxílio.
Em primeira análise, pode-se apontar que a falta de icentivo governamental e de diversas instituições que deveriam assegurar e expandir esse ato governamental, agrava o número mínimo de pessoas aptas ao trabalho voluntário. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, apenas 7,6 milhões de pessoas estão incluídas nesse ato solidário, ocasionando a desvalorização e deixando de lado o estado de calamidade de diversos estados brasileiros que precisam e até sobrevivem por meio dessas ações voluntárias.
Ademais, é crucial o estudo sobre os direitos que todo cidadão é digno. No artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, afirma que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Desse modo, o trabalho humanitário tem uma grande importância por atender os indivíduos que não gozam dos mesmos direitos que eles deveriam adquirir. Além disso, existem grupos inseridos na desigualdade social que por meio do trabalho voluntário, tem modificado suas vidas.
Logo, medidas são eficazes para valorização desse ato altruísta. Cabe ao Governo Federal em parceria com as escolas, divulgar por meio de palestras, cartazes e propagandas, o trabalho solidário que tem salvado vidas e que faz uma diferença benéfica na vida das pessoas, com o intuito de disseminar e icentivar mais pessoas para fazerem parte desse movimento sem fins lucrativos. Ainda mais, é importante também que as escolas promovam dentro de seu ambiente, recursos que estimulem os estudantes à essa prática, através de profissionais que fazem parte do trabalho voluntário. Dessa forma, será possível reverter o individualismo aplicado na “Modernidade Líquida”, e ofertar soluções para a desvalorização dessa atividade acolhedora.