A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 14/06/2021
A Lei 9.608, criada em 1998, define o trabalho voluntário como a série de iniciativas não remuneradas com objetivo altruísta, nas quais o indivíduo trabalha sem vista no lucro pessoal para um grupo vulnerável. Ou seja, são ações humanitárias fundamentais para o desenvolvimento ético e justo de uma sociedade. Contudo, a desinformação e individualismo egocêntrico impedem a atução de voluntários do Brasil. Desse forma medidas governamentais e sociais devem ser tomadas para a valorização desse ofício que visa a equidade social.
Em primeira análise, é coerente afirmar que as iniciativas solidárias são muito relevantes para a sociedade brasileira, haja vista que esta apresenta muitas desigualdades e mazelas sociais. Uma vez que a fome, a falta de acesso a moradia, a saúde de qualidade, a educação é uma realidade vigente no país. Ratificando tal afirmativa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil é o 9º país mais desigual do mundo. Assim o voluntariado se revela importante por tentar suplantar as ações do poder público. Todavia, encontra obstáculos em decorrência da desinformação que propaga um estereótipo de que o trabalho voluntário demanda tempo e energia, além de em alguns casos até evidenciar preconceitos com os próprios alvos das ações solidárias.
Sob outro viés, é lítico afirmar que na sociedade contemporânea há uma cultura individualista e egocêntrica que impossibilita o cuiadado altruíta e empático. A julgar pelo desenvolvimento de um corpo social dirigido por um sistema socioeconômico que visa unicamente o lucro individual. Isto é, o capitalismo ao objetificar o indivíduo faz com que ele se reconheça apenas como produtor e não como membro de uma coletividade. O sociólogo francês Jean Baudrillard, em sua obra sociedade de consumo, define que a objetificação ocorre quando as relações humanas deixam de ser focadas nos sujeitos e passam a ser centralizadas nos objetos, ou seja, o indivíduo passa a valorizar mais o ter do que o ser e assim dificilmente doa-se a um trabalho sem que seja visando o seu interrese particular.
Percebe-se, portanto, que a desvalorização do trabalho voluntário exige soluções imeditas. Assim, torna-se imperativa a ação do Ministério da Educação na criação de iniciativas humanitáriaa, por intermédio da inserção da disciplina de ética e humanidade de forma obrigatória na grade curricular das instituições de ensino pelo Brasil, disciplina esta que deve tratar sobre as diversas práticas de solidariedade ao longo da história do Brasil e do mundo e incetivar os alunos a prarticipar de projetos sociais, a fim de criar o hábito do voluntariado. Visando o desenvolvimento de sociedade mais humana, ética e justa.