A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 28/07/2021

Doutores da Alegria. Teto. Olodum. Tal tríade representa exemplos de projetos voluntários conhecidos no Brasil. Entretanto, fatores como a falta de educação voltada para o voluntariado e o estilo de vida individualista colaboram para a desvalorização de iniciativas voluntárias no país. São prementes, pois, estratégias capazes de fomentar o compromisso social nos brasileiros, de modo a reverenciar, virtuosamente, uma sociedade mais humanizada.

Em primeira análise, é válido pontuar que a falta de educação sobre o voluntariado contribui para a falta de compromisso social dos brasileiros. Nesse contexto, parafraseando o filósofo grego Aristóteles, todos os homens têm, por sua natureza, desejo de conhecer. Sob perspectiva adversa a essa máxima, persistem, no Brasil, questões como a desvalorização do trabalho voluntário, resultado da falta de conhecimento da sociedade sobre os benefícios desse trabalho para a sociedade, as escolas ao invés de ensinar que ser voluntario além do trabalho coletivo ajudando a sociedade.

Outrossim, é imperativo ressaltar que o egoísmo ajuda a desvalorização do voluntariado. Nessa perspectiva, o Byung-Chul Han em seu livro “Sociedade do cansaço” diz que as pessoas estão focadas no desempenho e na recompensa financeira, não na ajuda ao próximo. Sob essa ótica, é perceptível que as pessoas não querem ajudar o outro se não lucrarem em cima. Infere-se, portanto, que a falta de conhecimento e o egoísmo agravam a desvalorização do trabalho voluntário.

Logo, é basilar que o Ministério da educação juntamente com o Ministério da Cidadania promovam campanhas educativas, por meio de aulas nas escolas sobre o tema e propaganda nos aparelhos midiáticos como rádio e televisão, sobre a importância de participar de projetos voluntários, com a finalidade de melhorar a sociedade e pensar mais no próximo. Desse modo terão mais ONGs que ajudam.