A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 01/08/2021
“O homem é um papel em branco a ser preenchido por experiências ao longo da vida”. Analogamente, a teoria da tábula rasa escrita pelo filósofo John Locke enseja uma reflexão: o trabalho voluntário não está preenchendo os brasileiros, por conta da sua desvalorização. Nesse contexto, a falta de conhecimento acerca do funcionamento desse tipo de trabalho e o estilo de vida individualista colaboram tal panorama. São prementes, pois, discussões acerca da desvalorização do trabalho voluntário, em nome de um futuro próspero.
Vale ressaltar, em uma análise inicial, que a falta de conhecimento colabora com a desvalorização do trabalho voluntário. Nesse sentido, na novela Chiquititas, é apresentado o médico Fernando, o qual trabalha de forma voluntária em um hospital infantil. Fora da ficção, infelizmente, nem todos os profissionais conseguem ter a mesma experiência que o personagem, em virtude do pouco acesso a informações sobre o funcionamento do voluntariado. Isso porque, não é muito divulgado nas mídias e, muitas pessoas não buscam especificamente pelo assunto. Assim sendo, é inquestionável que a desvalorização do trabalho voluntário ocasiona a construção de mitos relacionados às ações voluntárias, já que não é divulgada a realidade sobre esse tipo de trabalho.
Em segundo plano, vale pontuar a ligação entre o estilo de vida individualista e a desvalorização do trabalho voluntário. Por seguinte, conforme a teoria do Fato Social, do sociólogo Durkheim, o homem é produtos do meio em que vive. Dito isso, muitas pessoas que sabem a situação de pessoas necessitadas e não fazem nada para ajudar demonstram falta de compaixão e de senso de coletividade, já que não ajudam ao próximo. Ademais, na maioria das vezes, pessoas que vivem em bolhas não tem conhecimento do mundo alheio, e consequentemente, não tem ideia de suas lutas diárias. Isso posto, é inegável que o baixo interesse do público em participar de ações voluntárias corrobora com a desvalorização do trabalho voluntário. I
nfere-se, portanto, que, a falta de conhecimento acerca do funcionamento desse tipo de trabalho e o estilo de vida individualista colaboram para a desvalorização do trabalho voluntário. Logo, é basilar que o Ministério da Educação promova programas lúdicos que visem à educação em Direitos Humanos, por meio da criação de jogos interativos, os quais abordam a importância do trabalho humanitário com o fito de orientar as futuras gerações acerca da proeminência do voluntariado na sociedade e, por conseguinte, de aumentar os índices de voluntários em causas nobres. Assim, a nação será preenchida por boas experiências.