A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 12/08/2021

Em “Os Lusíadas”, Camões narra  a expansão marítima portuguesa por um viés antropocêntrico, sendo o homem responsável por suas mazelas e conquistas. Fora da ficção, a realidade brasileira atual demonstra que a sociedade não entende-se como responsável pelo o problema da desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam apliacadas para alterar essa situação, que possui como causas: silenciamento e lacuna de representatividade.

É indubitável, nesse contexto que a questão do silenciamento esteja entre as causas do problema. O filósofo Foucalt defende que, na sociedade pós moderna, alguns temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da problemática, que tem sido silenciado. Assim, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema, sua resolução é impedida.

Em consequência disso, surge a quetão da lacuna da representatividade, que intensifica a gravidade do problema para Rupi Kaur, “A representatividade” é vital. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão à uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, verifica-se que a questão da desvalorização do trabalho voluntário no Brasil é fortemente impactada pela lacuna de representatividade presente no problema, que não está sendo fortemente encarnada pelas autoridades. Dessa forma, não recebe a atenção devida o que acaba por dificultar sua resoluçaõ.

Por tudo isso, faz-se necessário uma intervenção pontual no problema. Para solucionar tais entraves, as escolas, em parceria com mídias de grande acesso, devem promover debate de obras literárias e filmes que abordem o problema. Tais discurssões ocorrerão no próprio ambiente escolar, para todos os alunos, com intermédio dos professores. Além disso, tais momentos podem ser gravados e divulgados nas mídias sociais, para que outras pessoas possam refletir sobre a problemática.