A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Seguramente, os Estados Unidos da América é um exemplo quando o assunto é trabalho voluntário, por cultura, os jovens são ensinados a ter esse compromisso desde o colégio, e como recompensa ganham pontos extras e uma vantagem na hora de entrar nas faculdades públicas, fator motivador do altruísmo na sociedade estadunidense. Ao contrário, temos o Brasil, que por causa da falta de encorajamento do governo, é nítido o desdém desse comportamento, deixando os mais necessitados sem o auxílio que poderiam obter.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), jovens de 14 a 24 anos ocupam a menor porcentagem de adeptos a realização de trabalho voluntário, ou seja, as políticas públicas aplicadas até esse momento estão sendo ineficazes, não conseguindo atrair pessoas interessadas a apoiar causas, seja servindo e distribuindo marmitas, reformando casas dos mais pobres ou até mesmo doando cesta básica.

Uma vez que exista essa baixa, boa parte da sociedade brasileira desconhece o humanitarismo e caridade tornando-se cada vez mais egoísta, pensando apenas no próprio bem e deixando de lado indivíduos que são afetados pela péssima economia nacional, a falta de emprego que assola todo o país ou fatores naturais como a erosão causada pelo desmatamento em massa dos grandes centros urbanos.

Devido a necessidade de incentivar o trabalho voluntário é preciso que o Poder Legislativo instaure uma lei que cobre as secretarias municipais a organizarem a cada trimestre um mutirão de solidariedade, feito por meio de campanhas na televisão aberta e grupos no facebook, este possibilita confirmação de presença pela própria plataforma. Ademais, o Ministério da Educação necessita de implantar no sistema de ensino uma matéria facultativa para atividades humanitárias, com a intenção de obter pontos extras nas matérias, o que se torna um critério maior para a admissão nas universidades.