A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 25/04/2022
Em 2015, as Nações Unidas estabeleceram uma agenda de desenvolvimento para incentivar ações humanitárias sólidas até 2030 por meio do voluntariado, mas o voluntariado no Brasil está longe de ser tratado com responsabilidade, tornando os objetivos da ONU inatingíveis e exigindo uma desconstrução das autoridades e indiferença pessoal.
A princípio, para desenvolver o trabalho voluntário, era preciso combater a inação estatal. Desse ponto de vista, a partir da segunda metade do século XX, o mundo passou a reconhecer o neoliberalismo, segundo o qual as autoridades não eram mais assistencialistas, mas valorizavam o indivíduo. Acontece que a falta de ajuda estatal, como propõem os neoliberais, agrava as desigualdades, fere os marginalizados e mina a dignidade humana daqueles que não podem satisfazer suas próprias necessidades. O voluntariado não é exceção.
Por outro lado, não é apenas o Estado que se cala: o indivíduo também é responsável pela falta de humanidade. Ambição pessoal em vez de unidade. Mas se a sociedade contemporânea mantiver a apatia proposta por Adam Meath, o trabalho voluntário estará longe de ser incentivado e as mazelas humanas continuarão sendo ignoradas.
Portanto, para incentivar o voluntariado, os indivíduos devem condenar a negligência das autoridades públicas em questões humanitárias por meio de discussões nas mídias sociais. Consequentemente, os objetivos traçados pela ONU não serão mais mera teoria.