A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 26/05/2022

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “Triste fim de Policarpo Quaresma”, tem como característica marcante o nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, torna o país ainda mais distante do imaginado sonhador personagem. Esse cenário antagônico é fruto tanto da pouca divulgação digital, quanto da falta de conhecimento sobre a importância do voluntariado.

Nesse sentido, a Escola de Frankfurt afirmava que a ciência e a tecnologia estavam sendo usadas como forma de dominação e alienação da consciência humana por meio de marketing, prendendo a sociedade em uma “bolha social”. Assim sendo, devido à carência de informações nos meios digitais acerca do trabalho voluntário, têm como consequência a extinção das Organizações não governamentais (ONG’s) que necessitam de apoio financeiro da população e mão de obra, implicando em um aumento da desigualdade social.

Ademais, é imperativo ressaltar o pouco conhecimento da relevância de exercer o voluntariado como promotor do problema. De acordo com o IBGE, apenas 4,3% da população brasileira realizaram o trabalho de voluntário. Partindo desse pressuposto, no sistema capitalista implantado no país, uma grande parcela da população não consegue ter condições financeiras pra garantir alimentos e produtos essenciais para sua sobrevivência e com essa baixa taxa de voluntariados implicam no aumento da pobreza e fome.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescendível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal juntamente com as mídias sociais, por meio de uma reunião, será convertido em divulgações de atividades voluntárias e também no incentivo e instrução da sociedade em exercer o voluntariado. Logo, atenuar-se-á o impacto nocivo da desvalorização do trabalho voluntário, a coletividade sairá da “bolha social” como apontado pela escola de Frankfurt.