A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 15/06/2022

Descaso governamental e ritimo de vida acelerado. Esses exemplos ilustram os motivos pelos quais há uma nítida desvalorização do trabalho voluntário no Brasil. Diante disso, é imprescindivél a resolução desses problemas para a plena harmonia social.

É válido destacar, a princípio, que o descaso do Estado representa um grande desincentivo para a valorização do voluntariado. Nesse contexto, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no campo teórico. Logo, pode-se afirmar que o trabalho voluntário não tem a devida importância e isso vai ao encontro do cenário postulado pela obra literária. Essa situação acontece de tal forma que a Administração Pública não oferece subsídios para a divulgação dos trabalhos ofertados pelas ONGs, por exemplo, “Teto Brasil”, a qual promove um trabalho de inclusão, mas é pouco conhecida, dificultando a ascensão social da população mais carente e o trabalho da ONG.

Somado a isso, conforme descrito pela jornalista Eliane Brum, no texto “Exaustos, correndo e dopados”, a sociedade encontra-se em um momento no qual preciza produzir o tempo todo. Por conta disso, verifica-se que muitas pessoas, por estarem nesse ritmo de vida acelerado, não dão importãncia ao voluntariado, já que alegam falta de tempo para as obras sociais a favor de pessoas carentes, como as campanhas de agasalhos e os sopões nas rodoviárias. Tal problema faz com que as desigualdades, a pobreza, a marginalização sejam perpetuadas na sociedade brasileira, causando, até mesmo o aumento da criminalidade e de mortes.

Logo, cabe ao Poder Público instituir parcerias público-privadas, oferecendo isenção de impostos para grandes empresas como Magazine Luiza e Itaú. Essa ação se dará por meio de campanhas imformativas — promovidas por essas empresas — sobre os impactos positivos do trabalho voluntário na sociedade e na qualidade de vida do indivíduo, a fim de incentivar a prática cidadã e, futuramente, diminuir o abismo social, concretizando o elucidado na Constituição Federal.