A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 22/07/2022

Na teoria descrita por Zygmunt Bauman, a modernidade líquida se constitui de uma sociedade individualista que deixou de se preocupar com o próximo. Assim como esse ideal, no vigente âmbito brasileiro, a sociedade encontra-se segregada, dificultando, dessa forma, a valorização do trabalho voluntário no Brasil. Diante disso, é preciso reverter esse cenário o qual é motivado pela negligência do sistema educacional em relação à causa e ao silenciamento midiático.

Em primeira análise, é notório o descaso do sistema educacional brasileiro em relação à valorização do trabalho voluntário. Ainda assim, a escola tem papel fundamental na construção do indivíduo e, no entanto, do corpo social. Nesse sentido, segundo o filósofo Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Desse modo, a escola tem o poder de transformar a sociedade, capaz de desenvolver jovens solidários e que querem ajudar os mais carentes e, assim, fornecer uma rede de apoio.

Além disso, a ausência de projetos e trabalhos divulgados pela mídia, intensifica a desvalorização do trabalho voluntário. Sob essa ótica, segundo Steve Jobs – um dos fundadores da empresa Apple –, “a tecnologia move o mundo”. Dessa maneira, as redes sociais têm o poder de disseminar informações a respeito da importância do trabalho voluntário, e além disso, auxiliar no encontro de comunidades carentes que necessitam de voluntários.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo federal - responsável pelo bem-estar social - invista na mudança do sistema educacional brasileiro, por meio de projetos que visem informar os alunos sobre a importância de praticar o trabalho voluntário, a fim de tornar cidadãos com um papel ativo na transformação de um mundo melhor.