A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 22/07/2022
O projeto Faxina Mil Grau, feito pela modelo Ellen Milgrau, objetiva limpar casas de pessoas com depressão voluntariamente. Apesar de ser uma ação benéfica, o trabalho voluntário é desvalorizado no Brasil. Essa inferiorização ocorre devido à individualidade dos cidadãos e à desinformação. Logo, isso carece de um debate.
Com efeito, destaca-se a individualização da sociedade. Segundo a teoria da Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, os indivíduos da atualidade tendem a ser mais individualistas e menos cooperativos. Esse panorama é alarmante, dado que o egoísmo moderno dificulta a realização de trabalhos voluntários, de modo a minimizar a oferta de ajuda àqueles que a necessitam em demasia. Por conseguinte, o ato de se voluntariar é menosprezado e pouco buscado pela população.
Ademais, é importante mencionar a carência de informação. De acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a atividade voluntária não é ensinada ou promovida aos estudantes brasileiros. Então, os alunos ficam despreparados frente a essa realidade, visto que não são adequadamente orientados a respeito do processo de ser voluntário em alguma causa. Como resultado, a desinformação não estimula a procura pelo voluntariado, fator que contribui para o seu desmerecimento.
Portanto, é necessário solucionar a discussão em pauta. Para tal, a fim de fomentar a adesão a programas voluntários, cabe ao Ministério da Educação inserir a questão do voluntariado na BNCC, mediante não só a execução de aulas que dialoguem acerca da relevância dessa prática, mas também a divulgação de locais, a exemplo de ONGs e comunidades, que a efetuem frequentemente, de forma a combater o individualismo moderno excessivo e o desconhecimento. Destarte, outros projetos como a Faxina Mil Grau surgirão no Brasil.