A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil
Enviada em 16/10/2022
Os discípulos de Aristóteles, conhecidos como peripatéticos, caminhavam para ampliar a capacidade de percepção e reflexão sobre o mundo. Na contemporaneidade, essa metodologia pode ser útil para discussões importantes como a desvalorização do trabalho voluntário no Brasil, situação deficitária de uma nova perspectiva analítica. Sendo assim, percebe-se a necessidade de transitar pelas causas que sustentem o problema como valores sociais e esferas governamentais
Em primeira análise, deve-se sinalizar que, ainda que projetos como “Lei do Voluntariado” tenham contribuído bastante para o crescimento no número de voluntários – nos setores esportivos, educacionais e culturais- no país, permanece uma limitação na falta de clareza social ao lidar com o assunto. Nesse contexto, considera-se pertinente a reflexão sobre a teoria da atividade- conceito desenvolvido pelo pensador russo “Leontiev”- capaz de ilustrar a capacidade humana em alterar a sociedade movido por uma necessidade pratica, algo facilmente notável na desvalorização do trabalho voluntário. Sob esse viés, ao relacionar o conceito teórico com o auxílio comum no Brasil, pode-se observar que a ação social está pautada em raízes individualistas, ou seja, é preciso estimular a população a entender cada vez mais a importância do exercício voluntário e seus benefícios para a comunidade, ou seja, é através dele que a sociedade deixará o histórico de individualismo presente para que transformações possam acontecer. Diante dessa perspectiva, as questões sociais carecem de abordagem sobre com o proposito de enaltecer a necessidade do voluntariado. É