A desvalorização do trabalho voluntário no Brasil

Enviada em 01/11/2022

Os trabalhadores voluntários, por muitas vezes levam o trabalho como um estilo de vida, as vezes em forma de gratidão, ou apenas por gostarem de prestar esse serviço. No filme americano “Lion”, o órfão indiano Saroo é adotado por uma família da Austrália, e aos 25 anos ele começou a trabalhar em entidades filantrópicas e institutos sociais que auxiliam crianças desaparecidas, orfanatos e outras organizações responsáveis no suporte a crianças e adolescentes em situação de rua e abandono.

Outrossim, muitos desistem de trabalhar voluntariamente, seja por não ter tempo, ou simplesmente por não ser um trabalho remunerado, isso faz com que o trabalho voluntário seja desvalorizado, apesar de muitos locais como igrejas e hospitais necessitarem da cultura dos voluntariados. Apesar disso, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 4,3% da população brasileira prática o trabalho voluntário, número que corresponde a 7,2 milhões de pessoas, nível muito baixo se comparado a países como Estados Unidos, Nova Zelândia ou Austrália. Contudo, o dinheiro não é uma recompensa para os voluntários, porém, ajudar o próximo tem diversos benefícios, um deles sendo o bem-estar coletivo, já que a remuneração não é uma consequência, mas o amor e o carinho são.

Em suma, o Brasil ainda não é um dos países que mais oferecem trabalho voluntário, e para esse número aumentar, algumas medidas devem ser tomadas, para isso o governo federal, juntamente com o Ministério das Comunicações devem distribuir propagandas televisivas mostrando o quão bom é servir como voluntário, mostrando que as recompensas recebidas são melhores do que apenas recompensas financeiras. Outro método, usando novamente o Ministério das Comunicações e propagandas televisivas, é desmitificar o trabalho voluntário como algo chato e insignificante, para algo divertido e contagiante, aumentando assim, o número de voluntários em todo Brasil.