A digitalização da economia
Enviada em 03/09/2025
Jeremy Rifkin descreve em sua obra, “A Terceira Revolução Industrial”, a digitalização como principal motor da transformação energética e econômica do mundo atual. Dado esse contexto, a digitalização da economia sobrepõe-se como uma das maiores mudanças no sistema monetário mundial do século XXI. Entretanto, relacionam-se à essa grande transformação, o fortalecimento da desigualdade social, como também a facilidade de fraudes digitais, vazamentos de dados e ataques cibernéticos.
Primeiramente, como inferido por Kafka, em “A Metamorfose”, aquele que não se adapta e reeinventa-se diante as mudanças globais, acaba sendo abandonado. Análogo a essa obra literária observa-se uma realidade em que não são todos que possuem o acesso às tecnologias mais modernas. Ademais, existem, na atualidade, evoluções tecnológicas que são apenas destinadas às classes mais prestigiadas da sociedade. Assim, torna-se cada vez mais difícil alcançar a igualdade social e monetária no Brasil, principalmente devido à má distribuicão dos conhecimentos tecnológicos dentre as classes.
Outrossim, como defendido por Bruce Scheneir, a segurança cibernética deve ser tratada como bem-estar geral. Diante essa ideia, constata-se uma realidade nacional em que esse ideal de segurança não se é aplicado. Consequentemente, ataques hackers, vazamento de dados, fraudes e golpes digitais, acabam tornando-se normalizados. Nesse cenário, a população que faz o uso dos bancos digitais, por exemplo, acabam sendo expostas a um ambiente vulnerável a terem suas economias roubadas.
Em síntese, como elaborado por Jeremy Rifkin, a digitalização vem sendo o principal motivo da transformação economica do mundo moderno. Portanto, é dever do Governo, junto às empresas precursoras da economia digital, promover a correta distribuicão das tecnologias por meio da aplicação de programas públicos de inclusão tecnológica visando diminuir o analfabetismo digital. Como também, cabe ao Comitê Nacional de Cibersegurança, a melhor formação de profissionais com função de criar programas para prevenção de ataques cibernéticos, por meio de auxilios monetários e sociais aos estudantes e às faculdades que os formam.